CidadeRedação Espaço Ribeira
Lisboa teve dezenas de mercados municipais. Muitos fecharam, alguns foram convertidos
em espaços de restauração e uns quantos continuam a fazer o que sempre fizeram — vender
comida a quem mora ali ao lado. É neste último grupo que se percebe melhor o que mudou na
cidade.
O modelo que entrou em crise
O mercado de bairro dependia de três coisas: população residente, hábito de compra
diária e ausência de alternativa. As três desapareceram quase ao mesmo tempo. A grande
superfície resolveu a conveniência, o frigorífico e o congelador acabaram com a compra
diária, e a perda de residentes no centro histórico esvaziou a procura.
O que sobrou foram bancas com horário de manhã, clientela envelhecida e lugares vagos —
o retrato de quase todos os mercados da cidade na viragem do século.
As três saídas
A primeira foi a conversão para restauração, com o Mercado da Ribeira como caso
mais visível. Resolve a ocupação do edifício e traz gente, mas substitui a função: deixa de
ser abastecimento e passa a ser lazer, com clientela sobretudo turística.
A segunda foi a coexistência, com a zona de bancas a manter-se ao lado de uma
área nova de restauração. Funciona quando o bairro ainda tem residentes que sustentem o
lado tradicional, e desequilibra-se quando não tem.
A terceira, menos falada, foi a especialização. Alguns mercados sobreviveram sem
grandes obras porque as bancas se profissionalizaram — peixe de qualidade, hortícolas de
produtor, produtos que a grande superfície não faz bem. Menos bancas, mais volume por
banca.
O que isto diz sobre os bairros
Onde há mercado a funcionar, há quase sempre população residente estável. A recíproca
também se verifica: os mercados que caíram de vez ficam nas zonas onde a habitação passou
a alojamento local. O mercado é um bom indicador do que resta de vida de bairro, e mede-o
melhor do que a maioria das estatísticas.
Para quem faz política de cidade, a conclusão prática é desconfortável: reabilitar o
edifício do mercado sem resolver a habitação em volta produz um espaço bonito e vazio.
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Há uma transformação silenciosa no comércio da cidade que raramente aparece nas notícias:
categorias inteiras de retalho passaram da rua para o ecrã, não por causa do preço, mas por
causa do anonimato. E há um sector onde isso é mais evidente do que em qualquer outro.
Do Cais do Sodré para o telemóvel
Quem conhece Lisboa lembra-se de quando as lojas de produtos para adultos eram montras
tapadas em ruas específicas, com a clientela a entrar de lado. Essas montras foram
desaparecendo. Não porque a procura tenha caído — caiu foi a vontade de ser visto a entrar.
O retalho online português adaptou-se a isso e transformou a discrição no argumento
principal de venda. Operadores nacionais como a FoxyBlush anunciam
embalagem neutra e descrição genérica no extrato bancário como característica de topo,
ao lado do prazo de entrega. Há dez anos isso seria uma nota de rodapé; hoje é o titular.
O que mudou na prática
Três coisas, todas ligadas à confiança:
- Informação de produto. Uma loja de rua vendia pela embalagem. Online, o cliente
compara materiais, dimensões e composição antes de decidir — e as lojas que escondem essa
informação perdem para as que a publicam.
- Logística discreta. A entrega em 24 a 48 horas em caixa neutra resolveu o único
problema que a loja física tinha de vantagem: a imediatez.
- Sem conta obrigatória. Comprar sem registo, com acompanhamento por email, elimina
o rasto que muitos clientes não querem deixar.
O efeito na cidade
Para o comércio de rua lisboeta, o saldo é misto. Perderam-se lojas, mas libertou-se
espaço comercial em zonas que se requalificaram por outras vias. E ganharam-se postos em
armazenagem e distribuição na periferia, que é para onde este tipo de operação migra.
É um exemplo pequeno de uma regra maior: quando o comércio online ganha a uma loja física,
raramente é só pelo preço. É por resolver um incómodo que a loja física não conseguia
resolver.
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Está a chegar o Verão, e com ele vêm sempre alguns problemas associados às canalizações que não foram usadas durante o Inverno. É uma situação muito chata, mas que, na grande maioria das vezes, até tem solução sem ser a de chamar uma empresa de canalizadores em Lisboa.
Quando
poças de água começam a se acumular nos chuveiros, banheiras e pias é um sinal
de que seus drenos não estão a funcionar como deveriam. Os problemas mais
comuns acontecem em drenos de pias e lavatórios. Verifica-se uma lentidão na
hora de descer a água ou nota-se um frequente retorno da água. Outros indícios
de problemas são áreas húmidas próximas de paredes que contêm drenos e sons
incomuns quando a água é drenada.
Se está a
enfrentar algum desses problemas, veja como agir:
- Avalie a questão: se o problema for isolado, pode estar a enfrentar uma
conexão ruim entre o tubo de drenagem e o principal. É possível que haja um
entupimento que pode ser resolvido desmontando-se a tubulação, removendo os
materiais estranhos e montando-a novamente. Normalmente esse tipo de problema
acomete as pias das casas de banho e de cozinhas. Algumas vezes é possível
resolver sem desmontar as tubagens, apenas limpando manualmente os ralos.
- Analise o caminho da água: veja por onde a água está a correr
e onde deve ser drenada. A água deverá passar por conexões, que se unem aos
tubos de coleta e alcançam a rede de esgoto. Se ela não percorrer esse caminho,
derrame água quente nos ralos que não estão a funcionar corretamente. A água
quente é capaz de desobstruir as tubagens, dissolvendo as substâncias estranhas
ali presentes. Em alguns casos, use também produtos de limpeza que dissolvem
restos de sabão, gordura, cabelos e outros motivos de entupimento.
- Examine com frequência os sistemas de dreno: verifique
as entradas de água limpa e as saídas de águas esgotadas. Tenha certeza de que
tudo está a funcionar corretamente.
- Isole tubagens de água fria e de água quente: essa
medida evita gastos desnecessários e ajuda a diminuir as contas.
- Substitua os tubos antigos: tubagens de ferro e cobre foram
muito utilizadas antigamente. Mas, esses materiais, podem se degradar com o tempo
e contaminar a água, além de facilitar as fugas. Troque as tubagens da sua casa
por modelos mais modernos em plástico ou PVC.
Minha casa de banho está com mau cheiro ou estou com tubagens
mau cheirosas na cozinha!
O mau cheiro que vem das tubagens costuma incomodar bastante, ele pode aparecer na
casa de banho, na cozinha, na lavanderia, no pátio e em vários outros locais.
- Confira o estado do sifão: o mau cheiro pode ser causado por
resíduos que se acumulam no sifão. Retire-o uma vez por mês e limpe-o bem,
retirando todos os resíduos.
- Use água morna e bicarbonato: misture meio litro de água, com
200 ml de vinagre branco e 100g de bicarbonato de sódio e despeje nos ralos.
Deixe repousar por 30 minutos e, em seguida, despeje um pouco de água quente.
Isso irá ajudar a neutralizar os odores e manter seus tubos limpos.
Como você
pode notar existem muitos problemas pequenos que podem ser consertados por você
mesmo, sem a necessidade da contratação de um canalizador. Porém, caso não se
sinta seguro em resolver algum desses itens, ou se, mesmo com as nossas dicas,
não conseguir resolver o problema, sempre opte pela ajuda de um profissional.
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“Espaço Ribeira. Dar a voz aos lisboetas antes das eleições”
“A 11 de Maio, os candidatos do movimento às autárquicas vão a votos em vários locais da cidade
Não estranhe se, no próximo sábado, quando for tomar café ao fim da rua ou entrar na associação do bairro, lhe apresentarem um boletim de voto para escolher o seu candidato à Câmara Municipal de Lisboa nas próximas autárquicas. No dia 11 de Maio, o movimento Espaço Ribeira vai espalhar algumas urnas pela cidade para que os lisboetas escolham os nomes que vão representar o movimento nas eleições locais deste ano. É uma forma de “reinventar o processo democrático, tornando-o mais participado”, explica José Diogo Madeira, porta-voz do grupo.
O movimento pretende cortar com a tradição eleitoral em Portugal, que entende estar demasiado centrada no “monopólio dos partidos” e que “obriga a que as pessoas ou participem dentro de um partido ou se afastem da participação política”, aponta Diogo Madeira. Numa palavra, dar voz às pessoas desde o primeiro momento da escolha eleitoral.
Nas eleições locais, é possível a candidatura de movimentos de cidadãos, mas nem por isso a participação é maior. E, “inspirados pelos princípios da democracia participativa e directa”, os 12 fundadores do Mais Democracia (membro nacional de um conjunto de associações de 28 países em defesa da maior participação democrática, e que deu origem ao Espaço Ribeira) começaram a olhar de perto para outros sistemas político-partidários (Estados Unidos, Itália, França), para perceber de que forma eleitores e eleitos podem estar menos distantes.
O projecto nasceu já no início deste ano e junta agora “cerca de cinco dezenas” de elementos com presença regular nos encontros semanais, abertos a novas participações. “Qualquer pessoa que queira ser candidata e pertença ao movimento pode apresentar a sua candidatura” e fazer campanha durante a próxima semana, explica o porta-voz.
A escolha Das primárias de 11 de Maio vão sair as listas que o Espaço Ribeira apresentará a sufrágio em Outubro. Os nomes serão ordenados em função do número de votos recolhidos por cada um dos candidatos. Nos locais de voto estarão, a par da urna e dos dois boletins de voto (para a câmara e para a assembleia municipal), uma nota do percurso cívico dos candidatos (algo próximo de um CV).
Inspirados no resultado do Movimento 5 Estrelas, do italiano Beppe Grillo, o Mais Democracia conta reunir pelo menos 5% das preferências dos lisboetas e, com isso, dois lugares na assembleia municipal. Mas “nunca” é uma palavra de que José Madeira faz uso imediato perante a sugestão de coligações. “Os eleitos do Espaço Ribeira representam a vontade dos cidadãos, era difícil constituir coligações a quatro anos e por isso preferimos fazê–lo caso a caso, proposta a proposta”.
No movimento há economistas, professores, estudantes, artistas plásticos, militantes do PS, do PSD e até membros eleitos para assembleias de freguesia. “O sistema político está esgotado e é preciso reinventá-lo para que os cidadãos vão participando mais”, refere José Madeira. Antes de concluir: “Passaram quase 40 anos do 25 de Abril, evoluiu muito a forma como interpretamos a informação, é possível arranjar novas formas de participação cívica.”
Deixo-vos com este vídeo espectacular do Grande Ricardo Araújo Pereira!
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A Espaço Ribeira é a organização que desenvolve o conceito das cidades
digitais em Portugal e resulta de uma parceria entre a Tracy
International a Ambelis - Agência para a Modernização Económica de
Lisboa, SA e a Global Home Views.
Este é um portal vertical especializado em conteúdos e serviços no âmbito da cidade de Lisboa e da sua Área Metropolitana.
Espaço Ribeira é um portal que, disponibiliza via internet de forma simples e atraente, toda a informação relevante para investidores, residentes, turistas e, genericamente, a todas as pessoas e entidades com interesse na região de Lisboa. Estará disponível em seis línguas (português, inglês, espanhol, francês, alemão e holandês).
O Espaço Ribeira é assim a porta de entrada na área metropolitana de Lisboa, para residentes, turistas, e investidores nacionais e estrangeiros que queiram avaliar as vantagens competitivas da região ou identificar, a cada momento, informação critica para estabelecer ou expandir os seus negócios. Deste facto resulta uma enorme visibilidade e projecção bem como uma promoção sistemática nacional e internacional da Área Metropolitana de Lisboa.
Temos como objectivo criar Portais mediadores de informação entre aderentes - “Forças vivas” de uma cidade ou região - e os utilizadores da Internet. Damos visibilidade, projectamos e promovemos a nível nacional e internacional uma cidade e a sua região através da Internet.
A nossa missão
Liderar a oferta mundial de conteúdos e serviços online, sobre a cidade de Lisboa e sua Área Metropolitana - segmentados nas vertentes imobiliária, turística, cultural, económica e sócio-demográfica - traduzidos em bolsas específicas, directórios ou ainda em informação contextual, apresentados de forma georeferenciada, servindo assim os seus dois públicos alvo: os aderentes do projecto e os utilizadores da internet.
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